Quarta-feira, 4 de Agosto de 2004

Pessoas e Desenvolvimento

Apesar do que possa dizer alguma direita e alguns empresários mais parolos (mas que representam a maioria do empresariado português de vão de escada), pessoas e desenvolvimento económico são conceitos que podem ir à bola juntos, a economia não se desenvolve sem pessoas, e as pessoas vivem numa envolvente económica que lhes proporciona subsistência a todos os níveis e sem a qual viveriam mais dificilmente.

Infelizmente, em Portugal estes dois conceitos parecem estar cada vez mais dissociados. Veja-se o recente caso da passagem do Trabalho para a tutela do Ministério da Economia. Aquilo que se pretende é controlar a subida dos salários, o absentismo, a «produtividade», subjugando o trabalhador a uma orientação económica retrógrada. Não se pense com isto que sou um sindicalista inverterado ou que ache que o trabalhador português seja um coitadinho, não.
Aquilo que acho é que o nosso empresariado se concentra demasiado nestes factores que enumerei e que são redutores, para eles próprios. Enquanto não houver uma política verdadeira de formação e de qualificação aliada a verdadeiras políticas de gestão e não de repressão e controlo obssessivo, a produtividade que tanto anseiam será um mito.

O desenvolvimento de um país é fruto dos recursos humanos que possui, e não é com baixos salários e com baixa escolaridade que se consegue esse desenvolvimento. Está provado que o aumento de escolaridade e de salários de um povo aumenta o seu bem estar, a produtividade, o consumo e a pujança económica.

Infelizmente em Portugal as nossas elites políticas e económico-empresariais continuam a achar que os trabalhadores são um mal necessário, que se não tiverem olho neles imediatamente deixam de fazer o que devem, que ganham muito (sic), e que um bom investimento para a empresa é o último modelo da Ferrari. Enquanto esta mentalidade imperar e for a dominante, e a que contagia as mais altas instâncias, este país não conseguirá o tão almejado Desenvolvimento.

Tal como considero que para quem quer ser professor não basta uma licenciatura, fazem falta umas aulas de pedagogia, também acho que à nossa classe político-empresarial fazem falta umas aulas de gestão e de humildade, para pensarem no que realmente deverá ser este país e realmente trabalharem nesse sentido. Porém este desejo parece fadado ao fracasso, em Portugal prefere-se um povo ignorante, porque se pensa que pode ser mais facilmente controlado, porém esquecem-se que um povo mais instruido e mais rico, consome muito mais, tornando-os mais ricos.

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