Sexta-feira, 15 de Julho de 2005

Questão Sobre Relações III

Quando me pergunto a mim mesmo qual o segredo para um bom casamento, chego sempre à mesma resposta: EQUILÍBRIO.
Para cada parte positiva tem de haver uma negativa, para cada salário, tem de haver quem o gaste, para cada mulher que fala, tem de haver um homem que não ouve.

Quinta-feira, 14 de Julho de 2005

Questão sobre Relações II

Para quê ir a conselheiros matrimoniais quando as coisas estão mal com o casal? Será que é por masoquismo? Para se gastar uma pipa de massa, e em vez de uma tem-se logo duas mulheres a chamarem-nos parasitas, falhados e outros acepipes?

Questão sobre relações I

Se um homem estiver a falar, e a sua mulher não estiver por perto para o ouvir, será que mesmo assim ele está errado?

Quarta-feira, 13 de Julho de 2005

Lusoanálise em Chamas...

Para começar logo a matar começo por dizer as coisas de uma forma simples e directa:
A verdade é que somos uma cambada de medíocres para quem nada nem ninguém tem importância, embora na maior parte das vezes o tentemos ocultar para parecermos entendidos sobre alguma matéria.
Temos esse péssimo costume de atar tudo com cordéis, de praticar com excepcional habilidade a lei do menor esforço, nem que seja só para ganharmos um tempito extra de desconto para o nosso santo e eterno recreio, e podermos assim coçar a três mãos o que podíamos facilmente coçar com duas e que é isso mesmo que imaginam. E, como se não bastasse, até ficamos orgulhosos ante o Mundo da vivacidade que sermos assim pode chegar a supor.
Porém, às vezes nem os cordéis resistem à precariedade com que foram dispostos e atados, e o que se antevê é o desmoronamento da nossa estúpida forma de ser, que não é mais do que a consequência de uma miséria que sempre esteve presente, mas que no entretanto fomos dissimulando muito bem.
Ninguém se preocupa em melhorar nada enquanto as coisas forem funcionando mais ou menos bem, tendo inclusivamente a certeza de que cedo ou tarde tudo estará inevitavelmente condenado ao fracasso.
Há cerca de umas quatro semanas, os cordéis voltaram a dar de si, e mais uma vez temos o país a arder, neste que é um drama anual, e para o qual continuamos a não querer encontrar soluções. Duas vidas de bombeiros já se perderam, outros tantos ficaram feridos, famílias perderam tudo o que tinham amealhado numa vida, mas ninguém faz nada para remediar a situação, mesmo quando já sabíamos que este era um ano de risco devido à pouca/nenhuma precipitação.
Não é preciso ser-se muito iluminado para se discorrer que bastavam apenas duas coisas para que esta situação se alterasse: Legislação e Fiscalização. Legislação que obrigasse a limpeza das matas, que proibisse qualquer comercialização de madeira queimada, ou construção em terrenos ardidos. E fiscalização, que auditasse as madeireiras, as imobiliárias e construtores com interesses nas zonas ardidas, mas também que verificasse da verdadeira limpeza por parte dos privados dos terrenos florestais.
Agora, depois do fogo, este povo clama por Justiça. E a Justiça, infelizmente em Portugal, é algo tão abstracto e decorativo que até poderia servir para que a pendurássemos na parede para adornar a sala de jantar.
Porém, se analisarmos bem, verificamos que a mediocridade não se manifesta só nos representantes que temos, no povo que somos, enfim nos «outros». A mediocridade manifesta-se também em cada um de nós, a partir do momento em que renunciamos a algo que já nem reconhecemos de tão acostumados que estamos a ver a nossa insignificância cívica, talvez como reflexo dos fantasmas que a ditadura deixou em nós.
E enquanto o país arde: Festa, Algarve e TVI. Até que um dia, finalmente a merda cubra este lindo salão de baile que é Portugal no qual fingimos tão deliciados que tudo vai bem porque foi sempre assim.

Terça-feira, 12 de Julho de 2005

A manhã era a escapatória...

De repente acordou e descobriu-se placidamente deitado sobre o asfalto. Com o olhar perdido observou tudo ao seu redor, as suas mãos com os dedos entrelaçados sobre a sua cabeça e o céu por cima dela, a clarear uma madrugada apenas por um ou dois minutos. Finalmente entendeu, e então levantou-se esgrimindo um sorriso grosseiramente dissimulado, como querendo ocultá-lo da vista dos ausentes. E começou a caminhar lentamente, sem rumo, em direcção ao acaso.
Finalmente compreendeu;
A manhã era a sua escapatória, de um ontem que não existiu e do qual não se lembrava...

Segunda-feira, 11 de Julho de 2005

Messengerices

Ó Malta que anda pelo Messenger:
Se querem ser levados a sério, usem o vosso nome real.
Porque é que continuam a usar os vossos nicks quando fazem declarações de princípios?

Domingo, 10 de Julho de 2005

Das Datas de Validade nos Rótulos...

Porque será que em todas as embalagens de produtos comestíveis do mundo, quando queremos saber o prazo de validade encontramos a seguinte expressão:
«Data limite - Ver Fundo da Embalagem»
Não seria mais fácil pô-la logo ali?

Sexta-feira, 8 de Julho de 2005

Lusoanálise

Nós Portugueses temos muitas vocações, mas aquela que mais nos caracteriza é a vocação pelas vias alternativas. Não há nenhum povo mais rápido que o nosso a escolher o caminho mais curto, a via mais fácil, a maneira mais relaxada, sempre e quando o objecto desse caminho seja algo a que possamos chamar moda. Foi assim com o multibanco, cartões de crédito, via verde e com os telemóveis, e será assim no futuro com muitos outros acessórios, desde que nos façam poupar esforço.
Na maior parte das vezes, enquanto outros vão, já nós estamos a voltar, convencidos de que somos individualmente os maiores mas colectivamente com a consciência de somos uma nutilidade como nação.
O que me custa a entender é que se somos tão como somos, porque é que estamos como estamos?

Terça-feira, 5 de Julho de 2005

Ó Malta do PP...

É pá, mas que raio de cabelos são esses?
Vocês parecem putos a quem as mães fixaram com cuspo essas melenas cortadinhas-ao-pormenor-mas-com-um-jeitinho-para-dar-um-ar-desgrenhado-e-radical.
Então o vosso líder para-Lamentar, o PPuto Nuno, é de gritos, parece que tem um ninho de seres estranhos que tem vida própria naquela cabeça.
Pior que ele só o PPuto Almeida e o PPuto PPortas, um na versão tigela da Loja-das-Sopas-invertida e o outro na versão quanto-maior-a-testa-mais-eu-o-estico-para-ver-se-não-se-nota.
Será que aquilo é mesmo cabelo, ou serão talvez perucas que os PPutos tiram mais tarde, para poderem participar numas manifestações que costuma haver, ali para os lados do Martim Moniz, hem???

Segunda-feira, 4 de Julho de 2005

A propósito das Marchas do (g) Orgulho

É só para relembrar que as palavras:
Panilas, Traveca, Come-Nabos, Mariconço, Panasqueiro, Engolidor-de-Espadas-de-Carne e outras expressões similares, deixaram de ser Politicamente Correctas.
O termo corecto para se utliizar hoje em dia é:
Miúda com Mangueira,
o que para além de ser muito mais subtil, soa a algo muito mais práctico e digno de constar em lojas de macho como o AKI e a Mestre-Maco.

Domingo, 3 de Julho de 2005

LA LA LA....

Já pensaram porque é que quando alguém canta uma música da qual não sabe a letra, substitui essa mesma letra por LA LA LA LA LA?
Porque é que não se canta NININININI, ou LOLOLOLOLOLO?

Aqui têm algo em que pensar durante esta semana. Entretenham-se, que eu já dei voltas e mais voltas à cabeça e não consegui saber a resposta.

Sexta-feira, 1 de Julho de 2005

Filosofia diária....

Tudo é impossível até acontecer!
Pois acontece simplesmente que ainda que Ontem nunca seja Amanhã, Hoje é sempre Hoje e nunca será Ontem.
E eu, por mais que me esforce, nunca conseguirei saber o que isto significa, apesar de me sentir claustrofobicamente enredado pelo Hoje do qual nunca sairei.

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