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DIZERES MEUS

DIZERES MEUS

13
Jan05

Dicionário do politicamente incorrecto

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Comecemos por definir os termos:

- Políticamente correcto: Conjunto de ideias empacotadas com o falso selo do prestígio intelectual que só um pensamento fraco e incoerente aceita como válidas.
Os pensadores livres travaram ao longo da história uma enorme batalha contra esta imposição dos intelectuais que iam moldando o que eles consideravam ser pliticamente correcto, que não é mais do que o ideário dos inimigos da Liberdade. O pensamento único derivado desta tirania intelectual também é conhecido como 'progressista', 'social-comunista' 'fascista' ou, em linguagem própria de gente sem complexos, 'totalitário'.

- Políticamente incorrecto: Actividade desmitificadora e válida dos mais doutos pensadores que proporciona às pessoas inteligentes as ferramentas necessárias para resistir ao avanço enganador do politicamente correcto. Ante uma maioria de gente entregue ao universo de mentiras propagadas pela pseudo-intelectualidade, o pensamento incorrecto sobressai pela claridade de ideias e, sobretudo, pela firmeza moral. Depois da oportuna formação através dos autores adequados, qualquer espírito politicamente incorrecto adoptará a melhor óptica, sem dúvida alguma, para analizar a realidade: o liberalismo.
E que ninguém esqueça: os politicamente incorrectos somos nós, livres-pensadores e os politicamente correctos são sempre eles, os outros.
12
Jan05

Off Line

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O mundo virtual possui imensas qualidades, e uma das melhores é a de quando queremos, podemos desligar-nos e Puff… deixámos de existir naquele mundo.
Ficar off line é uma virtude impossível no mundo real. Podemos colocar o nosso mundo «fechado para férias» durante o tempo que quisermos, podemos manter o nosso tempo suspenso.
No entanto o motivo que me manteve desligado hoje, foi mesmo um problema técnico, e durante esse tempo decidi pura e simplesmente não escrever, não actualizar este blog, pois se o fizesse, sentir-me-ia como um pastor a tentar cuidar das suas cabras por correspondência. Descobri que para mim, bloguear tem de ser feito ligado, ou não vale a pena.
10
Jan05

Tecno-Problemas

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Entre os DVDs que comprei e outros que recebi, tenho cerca de uns 15 para ver que não sei quando vou ter tempo para lhes dedicar a minha atenção. Porém agora até tenho o problema mais ou menos resolvido, pois tenho um aparelho de leitura novo. Há uns meses caí na asneira de comprar um daqueles baratuchos e tive de o trocar uma série de vezes até que me chateei e finalmente me decidi a comprar um melhorzinho.
Um dos casos que mais me fez pensar nisto dos DVDs foi quando as pilhas do comando, apesar do pouco uso, se foram e só conseguia colocar o filme em play ou pause, directamente no aparelho. Fiquei sem possibilidade de aceder aos menus especiais, passar capítulos para a frente, entre outras desilusões. Senti-me um puto mimado pelas imensas possibilidades que esta tecnologia lhe oferecia mas que faz birra por falta de uns cilindros energéticos que lhe pusessem o brinquedo a funcionar. Se ao menos reconhecer o mimo me fizesse sentir melhor, mas não, sentia-me privado de algo essencial à minha sobrevivência, de um prolongamento do meu ego masculino e primário. Felizmente finalmente descobri a solução: iria sacrificar o comando da televisão, privá-lo da sua energia para aceder ao meu mundo privado de sub-menus e outras delícias tecnológicas.
09
Jan05

Tradição inventada IX:

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Um Panteão de cimento escuro, coberto por azulejos cinzentos e roxos formando imagens de anjos de olhar malévolo, devorando gárgulas serve de entrada para o cemitério de Santa Cristina de la Mala Suerte em Chilatzloalán no Peru.
Neste cemitério estão alojados cerca de um milhão de corpos, tantos quantos os que a cidade viva tem a calcorrear-lhe as ruas.
Dois vigilantes, escolhidos pela população de entre os homens em idade de combater, têm como nobre função evitar que feiticeiros, espíritos malévolos ou «santeros» nele entrem e roubem restos de corpos frescos para as suas cerimónias.
07
Jan05

2005

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Celebrámos o fim de 2004, fizemos uma festa de fim de ano quando muitos vivem neste momento o fim do mundo. O pior dos apocalipses quotidianos, sobretudo se estes são consequência de fenómenos que tardam muitas décadas ou mesmo séculos em repetir-se, é o de sabermos que mesmo depois do desastre continuaremos a ter de percorrer os mesmos caminhos; mas na maioria dos países do sudeste asiático, isto significa percorrê-los agora mais pobres, com menos força e menos alento. Significa deixar para trás parte da vida, muita morte e contar com pouca esperança num futuro onde não se tem uma palavra a dizer e se depende da ajuda externa, que variará de acordo com os humores de G7s, G8s ou outros Gs que ocorram atribuir uma qualquer ajuda.
Faz-me pensar, e entristece-me saber que o melhor que pode acontecer àquela gente é ficarem em condições iguais às que tinham antes do maremoto, ou seja, ficarem mal. Os sobreviventes terão de continuar com o seu caminho de subdesenvolvimento com uma mágoa adicional que nunca será sanada. A ajuda internacional servirá para atenuar os efeitos da natureza e reconstruir em parte as suas vidas, mas não para os levar para além do nível de desenvolvimento que antes viviam.
Infelizmente, esta desgraça dada a sua magnitude não será fácil de esquecer, o que talvez sirva para manter a torneira da ajuda e cooperação aberta, porque todos sabemos que enquanto os media derem conta do recado e continuem a achar a história noticiável, nós ocidentais sentados no conforto de um lar com televisão por cabo, continuaremos a ser solidários.
Sei que a memória é curta, e que em certas ocasiões é necessário submetê-la a um estado de Stand By para que não vivamos numa constante e infernal depressão, mas espero que o acidente de 26 de Dezembro sirva pelo menos para nos tornar mais solidários enquanto cidadãos do mundo.
06
Jan05

Globalização e o Tsunami

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tsunami.gif
Este é o primeiro Post que escrevo neste novo ano de 2005, e seria impossível não escrever algo sobre o mega desastre que se abateu terrivelmente sobre o sudeste asiático. Várias vezes me senti tentado a escrever sobre o Tsunami, maremoto ou como lhe queiram chamar (apesar de eu achar que Tsunami não tem sempre que ver com maremotos, podendo derivar de uma queda de meteorito, ou de grande agitação vulcânica do subsolo oceânico), porém, a minha sede de informação era maior que a minha vontade de comentar o sucedido, por isso só agora decidi tecer um comentário a este terrível acontecimento.
E comento-o, não para chorar a desgraça, mas para elogiar algo que sempre critiquei, apesar de reconhecer alguns (poucos) méritos: A Globalização, essa tendência do novo capitalismo, que não pode ser parada, mas que neste caso demonstrou que por vezes pode ser útil e, até mesmo a única esperança para aqueles que dela poucas vezes beneficiaram. Hoje em dia querer deter a globalização é discursar para as paredes. Aquilo que se pode e deve tentar fazer é humanizar esta tendência e colocá-la ao serviço daqueles a quem ela continuamente explora.
A humanização da globalização, será a grande responsável pela rápida, grande e nunca antes vista cooperação dos povos entre si por forma a ajudarem as povoações afectadas pelo desastre. Dificilmente, sem a globalização empresarial, governamental e mediática que temos hoje em dia, se conseguiria movimentar um tão grande fluxo de ajudas como o que se está a conseguir gerar para aquela zona.
Claro que me dirão que o facto de milhares de mortos serem ocidentais será a grande causadora da enchente de donativos, porém eu contraponho: E não serão esses mesmos turistas reflexo da própria globalização?.

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